E agora, vou votar.

A razão sobrelevará à violência

e à irracionalidade!

A propósito de uma alegada necessidade de ultrapassar a crise, o governo impõe, aos mesmos de sempre, novos e cada vez mais duros sacrifícios.

No caso da Administração Pública e dos seus trabalhadores, as medidas sucedem-se numa espiral de agravamento, tornando-se já insuportáveis. Há anos que os trabalhadores da Administração Pública, onde se inclui a esmagadora maioria dos professores, são alvo primeiro e preferencial da fúria economicista dos governos: “aumentos-zero”, congelamento de carreiras, agravamento da precariedade, degradação do sistema de apoio na doença, avaliação pelo Siadap ou seus sucedâneos, sujeição à mobilidade especial, não realização de concursos sérios para promoção da estabilidade, agravamento dos requisitos para aposentação, redução do valor das pensões… e chegou agora o roubo nos salários, estando o governo a preparar, no sector dos professores, um dos maiores despedimentos colectivos de que há memória no nosso país.

São violentas estas medidas! Tão violentas como violenta é a política que as impõe! É, por isso, natural que os trabalhadores reajam protestando, pois não querem nem irão calar a sua indignação e a sua revolta. E tem de ser assim: cada vez mais alto, cada vez em maior número, cada vez de forma mais visível!

Obviamente que os governantes não querem que assim seja. Não querem que a indignação saia à rua e se torne visível e por isso interessa-lhes largar a polícia sobre os cidadãos. Foi o que aconteceu em 18 de Janeiro junto à residência oficial do Primeiro-Ministro. Os activistas sindicais, após ter terminado o plenário em que participavam, foram impedidos de sair na direcção dos seus autocarros, das suas casas e da própria Assembleia da República, onde alguns tinham uma reunião marcada com a Comissão de Educação e Ciência. Mas porque são cidadãos livres que, à altura, já não estavam em qualquer iniciativa que obrigasse a normas especiais de segurança, insistiram – e muito bem – em descer a rua por onde sempre desceram, tendo, por essa razão, sido atacados e agredidos.

À violência que se abateu sobre os trabalhadores que se tinham manifestado, responderam estes sem medo e com determinação, assumindo a atitude democrática que faltou aos agressores. Se dúvidas houvesse sobre o que efectivamente se passou, os registos vídeos e fotográficos existentes são esclarecedores.

Voltaremos à rua porque continuaremos na luta, certos de que a razão sobrelevará à violência e à irracionalidade.

Mário Nogueira
Secretário-Geral da FENPROF

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~ por mariazeca em Janeiro 23, 2011.

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