Sai Plano de Acção da Matemática para o Governo!
Governo e sindicatos com números divergentes
Mário Cruz, Lusa
Sindicatos falam em 94 por cento de adesão à greve, o Ministério da Educação afirma que 61 por cento dos professores aderiram à paralisação

Agora é-me mais agradável dizer “obrigada” ao Antero!
A Plataforma Sindical de Professores afirma que a greve de quarta-feira foi a maior paralisação de sempre com 94 por cento dos docentes a aderir. Já o Ministério da Educação considera que houve uma adesão significativa, mas afirma que apenas 61 por cento dos professores estiveram ausentes das escolas.
Também ao final da tarde, o secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, fez um balanço da paralisação dos docentes e revelou que “os números da greve, registados oficialmente às 11h00, pelo Ministério da Educação, confirmam que se estabeleceu em 61 por cento, com 30 por cento das escolas encerradas”.
“Reconhecemos que revelam uma adesão significativa, mas os números dos sindicatos estão muito longe de terem sido atingidos”, acrescentou o governante.
Mário Nogueira recusa comentar os números do Governo mas mostra-se satisfeito com o facto de o Ministério da Educação reconhecer que houve uma forte adesão. “Pela primeira vez, o Governo teve capacidade de dizer que está perante uma greve significativa, e disse-o duas vezes. Isso para nós é importante.”.
“Para nós a guerra dos números não se faz. Os números são os números do rigor que recolhemos hoje junto das escolas. O que nos importa mais do que discutir números é o significado desses números, o significado desta adesão”, frisou o sindicalista.
Modelo de avaliação continua a dividir Governo e sindicatos
Valter Lemos garantiu que a tutela não vai retirar consequências desta greve, uma vez que a atitude da equipa ministerial sempre foi de total abertura.
“Temos mostrado sempre total abertura à negociação, apresentando proposta no sentido de alterar as dificuldades identificadas pelas escolas. A nossa posição continua a ser a de encontrar todas as soluções possíveis para que o processo possa avançar”, sublinhou.
Segundo o secretário de Estado da Educação “há uma total intransigência por parte dos sindicatos. Da parte deles, não tivemos nem uma única alteração relativamente à sua posição de início, que é a de não fazer nada”.
Mário Nogueira reafirmou que o actual modelo de avaliação “não se aplica” defendendo uma negociação séria e em que tudo está em aberto. O porta-voz da Plataforma sindical, que reúne 11 sindicatos, revelou que os mesmos já apresentaram ao Executivo propostas de alteração.
“Só nos últimos dois anos os sindicatos apresentaram por quatro vezes propostas de modelo de avaliação ao Ministério da Educação”, afirmou.
“A negociação tem que ter tudo em aberto e é exactamente isso que o Ministério da Educação não quer”, acrescentou.
“Vamos para uma negociação séria, vamos para uma negociação aberta, vamos para uma negociação onde pode ser o que o Ministério da Educação pretende, mas pode ser o que os professores pretendem. Vamos com esta abertura e se formos com esta abertura toda os sindicatos estarão lá”, rematou.
Cristina Sambado, RTP
2008-12-03 19:41:46















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