Do Kaos
Muito provavelmente vou ter de encostar o meu carro por falta de gasolina, lá em casa vai ser necessário inventar para superar as faltas de comida que já falta nas prateleiras dos supermercados, mas não posso deixar de me solidarizar com a luta dos camionistas. Nem vou falar das causas, nem me vou preocupar com as consequências, não me interessa a justeza ou não da luta, nem se os meios que utilizam são os mais correctos. Importante é que uma vez mais estamos perante uma luta que ultrapassa as instituições que o poder apadrinhou para garantir o controlo durante as crises. Sejam associações, ordens ou sindicatos, o que é de realçar é que a luta galgou a barreira que lhe era imposta por quem os devia representar e agora são aqueles que lutam os representantes de si próprios. Já vi comentadores preocupados a afirmar que o governo só deve negociar com as associações do sector. Já vi o governo a organizar comboios de camiões escoltados pela polícia em auto-estradas vedadas ao trânsito. Já vejo o medo nos olhos de muita gente e a determinação nos de outros. Há finalmente gente a perceber que com esta cambada que nos governa não se fazem compromissos, exige-se. Há finalmente gente que resolveu tomar nas suas mãos a resolução dos seus problemas. Como disse acima nem me interessa se é justa ou não ou que me interessa é que algo começa a mexer e este poder de alterne começa a tremer. A polícia já começa a estar nas ruas, agora só falta o povo deste país acreditar que é possível e mudar a história do futuro que lhe tinham destinado.















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